Queres que os teus filhos vivam num dos países mais ricos do mundo?

Se realmente estás interessado no futuro do teu filho, não achas que está na hora de estruturares a sua vida para que ele possa ir viver num dos países mais ricos do mundo?

E se eu te disser que um desses países mais ricos do mundo pode bem ser Portugal?

Não acreditas? Então continua comigo. Se acreditas, continua também claro porque eu vou mostrar-te como podes aproveitar ainda mais as oportunidades que temos disponíveis neste país.

Estamos a chegar a uma altura de viragem para a raça humana, uma altura em que temos de decidir o futuro da nossa espécie e como tal o futuro dos nossos filhos, incluindo o do teu. 

Com certeza estás farto de ouvir falar que todos devemos ajudar a salvar o planeta, mas talvez não seja essa a mensagem mais correta pois não é o planeta que precisa de ser salvo.

O planeta que precisa de ser salvo é o teu filho.

Hã?! Sim, é mesmo, porque o planeta já cá anda há milhões de anos e vai continuar com ou sem nós por cá. Para o nosso planeta Terra é perfeitamente indiferente se nele habitam dinossauros, tigres de dente de sabre, humanos ou baratas. Aconteça o que acontecer o planeta ficará cá e regenerar-se-á. Já raça humana é que a continuar assim, tem os dias contados.

E o que é que isso tem a ver com o facto do teu filho viver num dos países mais ricos do mundo, sendo que esse país poderá bem ser Portugal?

 

No filme documentário “Before the Flood” «Antes do Dilúvio» de Leonardo DiCaprio e Fisher Stevens, conseguimos entender perfeitamente o que se está a passar com o nosso planeta e a oportunidade que está à frente dos nossos olhos. É muito interessante e no final deste artigo vou convidar-te a assistir.

Ao contrário da maioria das pessoas que tem propagado este documentário, o meu objectivo não é sensibilizar-te para salvares o planeta. Isto porque em primeiro lugar o planeta não necessita que tu o salves e em segundo lugar porque a maioria das pessoas ainda estão muito pouco preocupadas com o planeta, caso contrário estariam mais atentas aos seus comportamentos altamente destrutivos para com a Terra. E não saber já não é desculpa, porque hoje em dia há tanta informação disponível que já só não sabe quem não quer, ou então quem quer fazer de conta que não sabe. Um bom exemplo disto é o facto de tantas pessoas comerem carne todos os dias.

Sabias que bastava que comesses carne apenas duas ou três vezes por semana (vezes, não dias) para reduzires drasticamente a tua pegada ecológica? Sabias que basta que não comas carne dois dias por semana, que mesmo que andes de carro todos os dias a tua pegada ecológica será inferior do que se comeres carne todos os dias e nunca andares de carro? [ Link ]

Pois, mas o mais provável é que a tua filosofia seja do tipo «Ah e tal protejam o planeta e os animaizinhos mas não me tirem o bife se não eu moro», mas isso fica para mais tarde…

O meu propósito em querer que tu vejas este filme com muita atenção é outro, um bem mais apelativo e que tu (apesar de não admitires) és bastante mais sensível porque te diz mais respeito. O motivo é dinheiro, muito dinheiro.

Depois de veres com muita atenção o documentário «Antes do Diluvio» irás perceber a enorme oportunidade económica que há para Portugal em ser o país mais interessado em erguer a bandeira de «Salvar a Raça Humana», pois para além dos motivos óbvios da sobrevivência da nossa espécie e dos nossos descendentes, há uma oportunidade económica quase comparável à que existia na época dos Descobrimentos Portugueses.

Como? Criando 100 fábricas semelhantes ao que a Tesla Motors está a construir em Reno no estado do Nevada (o suficiente para resolver as questões energéticas do mundo). O lítio em breve será um dos bens mais valiosos do mundo. Como Portugal é actualmente o sexto maior produtor mundial deste minério se nos posicionarmos bem, em 20 anos o nosso país poderá voltar a ser um dos países mais ricos do mundo.

Mas será que ser o sexto país produtor de lítio é o suficiente para fazer de Portugal um dos países mais ricos do mundo novamente? Bem, talvez não, mas Portugal também é o país da Europa com o maior arco solar, bem como a maior área marítima, o que nos permite ‘plantar’ mais moinhos eólicos que qualquer outro pais da Europa. Se adicionarmos à energia do Sol e do vento a das marés, então temos a estrutura ideal para nos tornarmos no maior produtor de energia da Europa.

Para te elucidares melhor, podes ver alguns exemplos de aproveitamento da energia do mar no curto video abaixo:

Se consultares a tua factura de electricidade ou pesquisares no site da ERSE [ Link ], irás verificar que somos já um país exemplar ao nível de produção e consumo de energia pois mais de 70% da electricidade que consumimos provem de fontes renováveis.

Fontes de Energia

Ao observares com atenção percebes que mais de metade da energia que consumimos vem dos moinhos de vento, sendo que ainda só temos um a funcionar no mar [ Link ], o que significa que apesar de mais de 50% do consumo energético vir do nosso parque eólico existente, tendo em conta o mar que temos, estamos no máximo a produzir 0,0005% do potencial eólico que temos no país. Se juntarmos isto à energia das marés e solar, estamos a produzir no máximo 0,00002% do potencial de energia limpa que como país podemos produzir.

Eu sei que o que tu queres saber é afinal o que raio isto tem a ver com o teu filho e o facto de ele viver num dos países mais ricos do mundo pode influenciar no seu futuro, mas calma que já vais entender isso tudo. Entretanto vamos esclarecer, porque razão apenas produzimos esta tão pequena quantidade de energia se temos capacidade para muito mais.

Então porque razão não se produz mais?

 

Em primeiro lugar porque os investimentos são avultados e em segundo lugar porque o valor médio das energias renováveis é actualmente muito mais baixo. Isto acontece devido à velha, mas sempre actual, lei da oferta e da procura.

Apesar do comércio de energia ser algo bastante complexo, o conceito é muito simples. Se há muita procura de energia o preço sobe, se há muita oferta o preço desce.

Nas energias não renováveis há o controlo de produção, o que significa que quando o preço da electricidade está interessante aumenta-se a produção das centrais de carvão, cogeração, gás natural nucleares, etc. Por outro lado se a oferta for muita o preço tende a descer e como deixa de haver tanto interesse em vender energia a partir de um certo valor, reduz-se a produção. Isto faz com que quem produz energia proveniente de energias não renováveis tenha a possibilidade de vender a sua electricidade quando esta está a um preço interessante.

Nas energias renováveis não há controlo de produção, pois quem decide se vai haver sol, vento ou marés vidas é a natureza, pelo que o que homem pode fazer é aproveitá-la e vendê-la quando esta aparece. Isto significa que quando há muito vento, independentemente se a cotação da electricidade está alta ou baixa o produtor tem de vendê-la ao preço que estiver no momento e quanto mais ele vende (seguindo a Lei da Oferta e da Procura) mais desce o preço uma vez que quando a oferta aumenta o preço desce.

Eu sei que é difícil acreditar, mas quando há muito vento a electricidade é vendida no Mercado Ibérico a €0,00.

Sim, leste bem zero Euros!

Pensa o seguinte, está muito vento, logo os moinhos produzem muita electricidade que tem de ser escoada para a rede. Esse aumento de electricidade no mercado faz o seu preço descer, logo é menos interessante produzi-la (é aqui que as centrais que funcionam com energias não renováveis reduzem drasticamente a sua produção). A questão é que o vento continua a soprar, logo os moinhos continuam a girar e a produzir energia injetando-a na rede o que faz baixar o seu preço ainda mais. Chega a um ponto que o comprador percebe que o produtor está ‘condenado’ a injetar a energia que está a produzir na rede e então diz que só aceita comprá-la por €0,00 e o produtor não tem outro remédio se não vendê-la a esse valor, o que significa que ele deixa de vender a energia que está a produzir para passar a dá-la.

Desta forma quando é analisada a média do preço vendido de electricidade dum produtor de energias renováveis conclui-se que o valor do kW é muito mais baixo comparado com o valor médio do kW vendido pelas centrais de energias não renováveis. Isto acontece porque estas últimas têm a possibilidade de vender a sua energia quando querem, logo fazem-no quando o preço de venda está mais interessante.

O Elon Musk [ Link ] explica no documentário (que poderás ver mais adiante) que a solução para que os produtores de energias renováveis não tenham de estar a dar a sua energia, passa por armazená-la em baterias e como as baterias necessitam de lítio e Portugal é já o sexto maior produtor de lítio do mundo, para além da oportunidade de produção de energia, temos aqui uma segunda oportunidade, o filão de lítio.

A Tesla está a construir em Reno uma fábrica que após a sua conclusão será o maior edifício alguma vez feito pelo homem [ Link ]. Para além dos carros da marca, nessa fábrica serão produzidas baterias para carros e para acumular a energia proveniente das fontes renováveis. Podes ver neste exemplo deste curto video que te mostra uma ilha cuja electricidade provem 100% do sol, sendo que devido às baterias instaladas mesmo que acontecesse um eclipse solar que durasse três dias a ilha continuaria a ter electricidade para que tudo funcionasse tranquilamente.

Interessante, não é?! Para teres uma ideia, quando a Gigafactory de Reno estiver a funcionar em pleno, estará a fabricar mais baterias que todas as fábricas de baterias do mundo juntas produzem actualmente. Isto significa que a procura de lítio duplicará e tu já sabes o que acontece ao preço quando a procura aumenta, certo? 😉

Elon Musk fez as contas e quando estiverem a funcionar cem fábricas semelhantes à Gigafactory o problema mundial da energia fica resolvido. Ora se uma Gigafactory faz duplicar a procura de lítio, o que é que achas que acontecerá ao preço do lítio quando estiverem cem Gigafactorys a operar?

Aqui é importante que não faças um raciocínio linear ao do petróleo, isto porque o lítio é muito mais abundante no planeta que o petróleo e só representa cerca de 2% da bateria. Para além disso enquanto o petróleo é consumido e pronto, quando uma bateria de lítio termina a sua vida esta pode ser reciclada, pelo que o seu lítio será aproveitado para uma nova bateria.

O Elon Musk já fez saber que tem todo o interesse em daqui a uns anos recolher as baterias usadas e fazer delas novas baterias, reduzindo assim os custos de produção das mesmas e protegendo o ambiente. Mesmo assim o negócio do lítio será um negócio de biliões pelo menos nos próximos 20 anos.

Claro que a Tesla não tem estrutura financeira para construir 100 Gigafactorys, mas como o propósito deles é acelerar a transição para uma energia mais sustentável, a Tesla fez algo completamente disruptivo na indústria. Libertou as suas patentes para assim estimular os outros fabricantes automóveis a produzirem mais carros eléctricos. [ Link ]

Esta atitude histórica da Tesla vai obrigar todos os grandes fabricantes automóveis a avançarem a sério com carros eléctricos, caso contrário arriscam-se a que potências como a China ou a Índia criem as suas próprias marcas com a tecnologia da Tesla e quando derem por si o mercado mudou e elas deixam de fazer parte da corrida tal como aconteceu à Nokia no mercado dos Smartphones.

Isto significa que daqui a vinte anos a produção de baterias e por conseguinte a procura de lítio terá aumentado 100 vezes, pois para além das baterias necessárias para aquilo que actualmente já são, haverá baterias para os carros, camiões, barcos, aviões e todo o tipo de produtores de energia incluído as telhas dos nossos telhados [Link].

Este processo está a andar muito mais rápido que tu podes imaginar, pois a Alemanha quer ter 35% do seu consumo de electricidade através da energia solar já daqui a três anos e daqui a treze a China quer ter 20%, sendo que há cidades como Sydney que pretendem ter 100% do seu consumo de electricidade através da energia solar também já em 2030.

Por cá algo muito grande pode vir a acontecer pois espera-se que no máximo dentro de quatro meses Elon Musk anuncie onde irá ser a Gigafactory 2. Sabe-se já que será na Europa e Portugal está bem posicionado [ Link ] uma vez que somos um dos maiores produtores de lítio, somos o país com o maior arco solar da Europa, temos mão de obra qualificada e que sabe falar inglês, temos um dos portos mais interessantes da Europa com a infraestrutura e experiência de exportação de carros devido à existência da fábrica da Volkswagen, etc. 

A Gigafactory 2 vir para Portugal é a terceira oportunidade de mudança radical na economia do nosso país, pois ao acontecer, a quantidade de postos de trabalho (directos e indirectos) e de negócios é extraordinária, razão pela qual é do teu interesse e do interesse do futuro do teu filho que tu estejas atendo e informado para fazeres o que estiver ao ao teu alcance para que este projecto venha para Portugal.

Achares que não tens nada a ver com isto e que não faz sentido perderes a tua energia com este assunto é tão pateta como quando o teu filho ou filha diz que não precisa de estudar porque quer ser um desportista ou um cantor famoso. Eu, nos meus limitados recursos, só sei ensinar o meu filho através da inspiração e do exemplo.

Estou certo que se te informares bem sobre este assunto e pensares com calma irás descobrir uma forma de contribuíres junto do teu circulo de influência na transição para uma energia limpa que mais do que salvar o planeta (que já é suficientemente importante) pode muito bem salvar o futuro da próxima geração, ou seja, do teu filho.

Mas como podes tu contribuir agora?

Que poderás tu fazer que faça a Tesla implantar-se aqui e assim aumentar a produção de energias limpas em Portugal que aumentam e melhoram a economia do país e ajudam a salvar o planeta e a mantê-lo um lugar seguro para que as próximas gerações (ou seja, os teus filhos, netos, bisnetos…) ainda possam viver cá?

Podes por exemplo, começar por partilhar este artigo nas redes sociais e podes pedir aos professores do teu filho e dos filhos dos teus amigos que o leiam e que ensinem mais e melhor sobre as energias renováveis na escolas. Passa a palavra, porque esta é uma excelente forma de tornar este assunto tão viral que acabaremos chamando as atenções deste grande produtor para nos escolher a nós.

Mas então e a questão da carne? O que comer carne todos os dias tem a ver com as energias renováveis, o futuro do planeta e sobretudo o futuro do meu filho?

Essa ideia de que tens de comer carne todos os dias porque ouviste um médico, um nutricionista ou o teu instrutor do ginásio dizer-te que a carne é necessária para te manteres saudável, teres força e uma boa performance desportiva é um mito. Deixarei esse mito para outro artigo, pois sobre isso tenho mesmo muuuuito para escrever. No entanto se és daquelas pessoas que tende a não ser um ‘bom aluno’ pois tem pensamento crítico o que faz com que não te limites a repetir aquilo que te ‘ensinam’ porque isso é algo extremamente aborrecido e desmotivante, deixo-te aqui algumas questões para ires pensando…

  • Se nós precisamos de comer carne todos os dias para sermos fortes e saudáveis, porque é que quem criou a raça humana fê-la com um sistema digestivo semelhante ao de um herbívoro?
  • Se somos um animal que tem de comer carne todos os dias, porque é que não temos garras e nem presas? É que num estado natural, sem armas, nem sequer uma galinha conseguimos comer.
  • Será que somos um animal defeituoso?
  • Sobrevivemos milhares de anos como?
  • Será que foi apenas sorte?

Se nós precisamos de comer carne todos os dias para termos força como é que um vegan como o Patrik Baboumian [Link] consegue fazer Peso Morto com 360Kg e bater recordes do mundo em força?

Tens abaixo o filme do Leonardo DiCaprio e do Fisher Stevens «Antes do Dilúvio».

Vê com muita atenção e por ti e pelo teu filho partilha esta mensagem para o máximo número de pessoas.

Daqui a 15 anos o teu filho irá perguntar-te qual foi o teu papel neste momento de transição.

O que é que tu lhe vais responder?

Que não fizeste nada porque achavas que não havia nada que pudesses fazer, ou que dentro dos teus recurssos, possibilidades e talentos fizeste o melhor que podias para espalhar esta mensagem?

E agora, já entendeste como é que o teu filho pode viver num dos países mais ricos do mundo?

Então está agora nas tuas mãos passares esta mensagem e tornares isto possível.

Esta foi a minha contribuição de hoje para a Comunidade Pais Mais Ligados, agora quero ver a tua! Aproveita este artigo para manifestares a tua opinião ou até mesmo para abrires um debate sobre o tema. Acredito profundamente que te sirvo melhor se usar o meu tempo e energia a criar novos artigos que te ajudem a tornar numa Mãe ou Pai Mais Ligado. Por este motivo, não entrarei em debates nem poderei responder aos comentários, mas eu leio todos e ficarei muito feliz em ler o teu. Se este artigo fez sentido para ti, por favor partilha.

Com amor,

António

Crédito Imagem: Tesla Motors; EDP

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