No dia 15 de Junho Portugal estreou-se no Mundial 2018 com um empate contra a Espanha e torna-se em mais uma jornada inesquecível e histórica para o nosso Cristiano Ronaldo que nessa noite igualou Pelé, Klose e Seeler e tornou-se no quarto futebolista a marcar em quatro fases finais do Campeonatos do Mundo e no primeiro jogador a apontar um hat-trick à poderosa selecção espanhola em fases finais de grandes competições.

Depois de um jogo destes o que dizer do menino que tinha todas as circunstancias para ser apenas mais um menino pobre da ilha da Madeira e apesar dessas mesmas circunstancias tornou-se no melhor do mundo e passo a passo constrói uma carreira sem precedentes a nível mundial.

Para além do indiscutível talento, da disciplina e da incansável vontade de se aperfeiçoar em cada pormenor, o maior activo de Cristiano Ronaldo é a sua mente.

Cristiano é brilhante a co-criar a sua realidade. Fê-lo desde muito novo de uma forma instintiva e cada vez mais de uma forma muito bem prensada, treinada e trabalhada.

Assim que Cristiano Ronaldo entra em campo ele ancora-se automaticamente a um estado de poder pessoal e gigantismo emocional. A sua face totalmente aberta e sobrecarregada de poder anti-gravítico, mãos abertas com os dedos afastados sinalizando força máxima, os braços afastados revelando dominância territorial e a inclinação ligeiramente para baixo coloca-o numa postura genuína de um Titan.

Cristiano deixa bem claro aos seus companheiros, aos seus adversários e sobretudo a ele próprio que entrou em campo um gigante. Esta poderosa comunicação não verbal entrega ao inconsciente dos seus companheiros a segurança que um batalhão de um exército teria se estivesse a entrar numa batalha ao lado de Aquiles e por conseguinte ao inconsciente dos seus adversários a insegurança de estarem a lutar contra um gigante, pelo que dificilmente irão ganhar.

Para Ronaldo esta rotina ancora-o imediatamente a um estado inconsciente de Alta Performance, chamando para si todos os seus melhores recursos.

Cristiano Ronaldo utiliza a seu favor de forma magistral o poder da visualização. O menino que rezava para que o jogo acontecesse como havia visualizado, tornou-se no homem que antes de entrar em campo já jogou o jogo na sua mente. Os lances de bola parada, resultado de incontáveis horas de treino, são também resultado de um prévio e muito claro treino de visualização de como tudo irá acontecer.

Na marcação do terceiro golo de Portugal vs Espanha tivemos a sorte de ver na repetição em câmara lenta Ronaldo a fechar os olhos ao se preparar para marcar e colocar-se num estado mental onde faz acontecer na sua mente o que irá acontecer no mundo físico, co-criando assim a sua realidade.

Cristiano Ronaldo não acredita que é o melhor do mundo por orgulho ou arrogância, acredita porque mentalmente é-lhe bastante benéfico.

Acreditar que é o melhor do mundo, fá-lo provavelmente estar constantemente a colocar-se esta mágica questão:

O que é que o melhor do mundo faria agora?

Vai continuar a treinar ou regressa ao balneário juntamente com os seus companheiros?

Vai-se divertir ou vai dormir?

Vai comer qualquer coisa ou vai comer o que o melhor do mundo comeria?

Vai beber qualquer coisa ou vai beber o que o melhor do mundo beberia?

Vai recuperar como os jogadores de topo recuperam ou vai recuperar como o melhor do mundo recuperaria?

Vai dedicar-se ao treino mental como os atletas de topo se dedicam ou vai dedicar-se como o melhor do mundo de dedicaria?

Vai contribuir como os atletas de topo contribuem ou vai contribuir como o melhor do mundo contribuiria?

O que é que o melhor do mundo faria agora?

E tu? Como é que achas que vai acontecer na tua vida se te dedicares à tua paixão com esta questão constantemente na tua cabeça?

O que é que o melhor do mundo faria agora?

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Avança!

António

 

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